domingo, 5 de abril de 2015

"RESSURREIÇÃO OU CHOCOLATÃO"?



Obs: Não estou com disposição para escrever. No entanto, como estamos celebrando Páscoa (Ressurreição de Cristo), gostaria de fazer algumas observações sobre a comemoração dessa data tão importante para os cristãos... especialmente para as crianças, que há muito, deixaram de entender  que celebra-se na pascoa a (Ressurreição de Cristo) para associar Páscoa com (Coelhinhos e ovos de chocolate).
Com tudo, resolvi recortar alguns artigos interessantes, que abordam direta e indiretamente o que penso sobre o assunto Pascoal.

Páscoa! Coelinhos! Ovos! Ressurreição de Cristo! Qual será a ligação entre eles?

Então! A Páscoa significa "passagem" e é a celebração mais importante da Igreja Cristã, onde comemora-se a Ressurreição de Cristo. Já o coelho, tornou-se símbolo porque, nos tempos antigos  a celebração era comemorada exatamente no fim do inverno e início da primavera, quando os animais apareciam nos campos, com seus filhotes, era a época da fertilidade. Os ovos, no entanto, tornou-se um símbolo por representarem, segundo alguns, o começo da vida. Com isso, as pessoas costumavam a presentear os amigos com os ovos, desejando-lhes uma boa passagem para uma vida feliz.

Sabemos que os ovos de chocolate são usados para sustentar a máquina capitalista. Todavia, não acredito que isso seja um bom argumento para proibirmos uma simples manifestação de apreço por um filho ou amigo. Afinal, o capitalismo também é sustentado com computadores e roupas que compramos - e com uma infinidade de outros produtos dos quais fazemos uso. Portanto, deixemos deixemos de lado esse argumento.

Também há a questão com a nossa saúde, que não deve ser passada por alto. Nossa alimentação precisa ser saudável e precisamos nos esforçar para atingirmos essa meta, pois, através de nossa alimentação deus é glorificada (1Co 10:31). Além disso, com um corpo e uma mente saudável podemos nos comunicar melhor com o Espírito Santo.

O ideal mesmo é que nenhum de nós coma qualquer tipo de doce, porém, nem todos têm a mesma facilidade para tomar tal decisão. Cada um deve decidir por si quando será o tempo ideal para não comer doce algum. A final de contas, o cristão tem que olhar para a sua própria vida e não para o prato dos outros. No entanto, cheguei a conclusão de que faz menos mau dar um presentinho de Páscoa do que encher a boca de críticas e despejar tudo nos outros.

Entretanto, é importante fazermos uma reflexão crítica do que de fato estamos comemorando... por exemplo: a música coelhinho da Páscoa que trazes pra mim? um ovo, dois ovos, três ovos assim... Fez, faz e continuará fazendo parte da infância  de muitas crianças no repertório das escolas. Mas além de cantar músicas, colorir coelhinhos e pintar o rosto das crianças, os educadores sabem que precisam ir além, trabalhando os reais valores da data e buscando uma reflexão profunda sobre o consumismo em comemorações como a Páscoa. Em casa as famílias devem também devem ter uma visão crítica da forma como o mercado apresenta a data. É, sem dúvida, necessário um esforço conjunto diante do bombardeio da mídia que passa por cima do real significado da data e incentiva intensamente a compra de ovos de chocolate. Nos casos dos ovos com apelo infantil é importante lembrar que a prática é abusiva e ilegal.

Fontes: http://rebrinc.com.br/destaques/pascoa-muito-acucar-e-pouco-sentido/
     http://novotempo.com/namiradaverdade/o-cristao-deve-presentear-com-ovos-de-pascoa/

Geferson P.



"TUDO TÃO VAZIO"



Tudo tão vazio! Tudo tão vazio, mesmo com as multidões que pulsão esse sangue social.
O mundo vazio, as cidades vazias, as ruas vazias mesmo cheias de pessoas... transeuntes vazios.
Tudo tão vivo e sem vida. Olhares dispersos, movimentos sem gestos, sorrisos sem graças, palavras sem sentido. Os ônibus lotados e cheios de lugares. Por onde andar? O que fazer? Como prosperar?
Acendo um bastão incendiário e vejo a vida passar. Olhar em volta e não ver, tocar e não sentir, chorar sem lacrimejar. Enquanto os caminhos se cruzam as pessoas se afastam, e não se olham, e não se veem, e não se tocam... não trocam. Por onde andar? O que fazer? Como prosperar?

Nesse universo sem fim, nesse profundo mar, nesse desgovernado barco a velejar... estamos aqui.
A minh'alma suplica por estar, viva, será? Os mortos já não ressuscitam mais. No que se transformaram as cidades? O que fizeram com os meios naturais? O que fizeram de nós... já não somos mais. Por onde andar? O que fazer? Como prosperar?
Dá calafrio só de pensar, convoque seu buda para rezar, mãe menininha, são jorge, oxalá. É, pra quem tem fé a vida nunca tem fim. No dom de ser já não são. No existir já não existem mais. O que será de nós nesse mundo em putrefação? O sopro da vida passou, da carcaça o esqueleto ficou, do pó que o criou nada mais restou. Onde querem chegar esses ambulantes sem mercadoria? Não são mais aqueles que outrora  pensou que fossem um dia... e o que restou? Só tristeza e melancolia. Por onde andar? O que fazer? Como prosperar?

A racionalidade passou a ser improvável. Os mecanismos de defesa deixou de ser artificial, passou a ter um sentido bélico, a aniquilação do animal. Desprovidos de naturalidade, sentem-se no direito de acreditar no futuro onde horizonte já não pode ser mais alcançado, os homens é que estão no comando... tornou-se o centro de tudo. Por onde andar? Oque fazer? Como prosperar.
Estão dizendo que o tempo anda de pressa, afirmam que os relógios aceleraram no seu contar, especulam que os dias já não duram mais, mas não se importam... pois acreditam que um dia vão voltar. O efémero nunca teve tanta relevância, a futilidade nunca esteve em tantos lugares, a realidade em nenhum momento foi tão subestimada, as pessoas involuntariamente estão deixando de se encontrar. Por onde andar? O que fazer? Como prosperar?

Os discursos já não convencem mais, ainda que sejam convincentes. Os esteriótipos inverteram os fenótipos dando lugar a vários arquétipos, onde adotaram um único padrão... o padrão estético.
Já não se fala mais em bons princípios, mesmo que os sem princípio não sejam os principais. Já que o mundo tornou-se global e a experiência uma ideia abstrata demais. Por onde andar? O que fazer? Como prosperar? Num passado remoto perdi o meu controle, num presente frenético estou descontrolado e num futuro bem breve, talvez eles me controlem. Será que podemos resistir?

Os aparelhos eletrônicos tornaram-se os nossos melhores amigos, a base das nossas amizades se chama wifi, as nossas famílias estão nas redes e os nossos segredos tornaram-se sociais. Os bonecos trabalhadores, os pagadores de promessas em impostos fiscais, os proletariados passivos, os dependentes dos programas sociais. Por onde andar? O que fazer? Como prosperar?

Geferson P.

sábado, 4 de abril de 2015

"PERDIDO EM PENSAMENTOS"




(Dia 05/04/2015... Noite; exatamente às 01:54. O silêncio se inicia assim como a negra madrugada. Uma kitnet. Duas pessoas e um animal domesticado. Uma completamente adormecida e a outra está de frente para o computador na tentativa de arrumar os pensamentos para expressa-los em palavras... escritas. O único barulho que o incomoda é o do ventilador de teto acima da sua cabeça. Por um instante permanece imóvel, perdido em pensamentos e com os olhos fixados para a tela do aparelho eletrônico, esperando o que aparecerá na caixa de texto que abrira).

- Oi!

- Oi!

- Tudo bem?

- Tudo.

- Tudo bem mesmo?

- Mesmo.

- Por que está em silêncio?

- Não estou em silêncio.

 - Está sim! Não escuto a sua voz já faz um tempo.

- Não estou em silêncio! Você que não consegue me ouvir.

- (ri)... Mas é claro que não consigo lhe ouvir... você nada fala.

- É uma pena. O silêncio para mim é ensurdecedor.

- (Riso discreto)... Já sei. Você gosta dessas coisas de paradoxo metáforas... esse tipo de  coisa, não é?

- (secamente)... Não.

- Sinceramente, eu não entendo onde quer chegar.

- A lugar algum.

- Então, tudo bem! Acho que já entendi. Você não que ser incomodado, vou deixa-lo em silêncio.

- Eu não estou em silêncio!

- Então tá legal. Eu não vou falar mais nada...tudo bem?

- Pode ser. Duas pessoas não podem falar ao mesmo tempo. Até podem, só não vão entenderem-se .

- Mais só eu estou falando aqui.

- Isso é você quem pensa.

- Como assim?

- Porque só podemos falar para e com os outros? Porque não pode-se falar consigo mesmo?

- Porque não podemos perguntar e responder a nós mesmos... se não já saberíamos as respostas.

- Não se trata de perguntas nem respostas. Trata-se apenas de você.

- Desculpa, mas eu tô meio confuso. Eu vou embora... eu estou atrapalhando você.

- Ninguém pode atrapalhar-me, nem confundir-me. Eu sempre estive, estou e sempre estarei aqui.

- (Ligeiramente amedrontado)... Você está me assustando. Está falando como se tivesse outra pessoa dentro de você.

- Bobagem! Não crie caraminholas na sua cabeça. Não tem ninguém aqui. (ri).

- (Ligeiramente assustado)... Você tem ido a igreja?

- Não! Já faz algum tempo que não a frequento. Mas, o que tem a igreja?

- (Confuso)... Nada! nada não. Só foi uma simples pergunta.

- Está tudo bem contigo?

- Está sim... tudo bem. Eu acho.

- Estou achando você um pouco assutado.

- (Tentando disfarçar a face amedrontada)... Imagina. Não estou assustado. Como poderia assustar-me com você?

- Não sei!

- Tudo bem. Eu já vou. Quando quiser conversar é só me avisar, tá legal?

-  Mas, não estamos conversando?

- Sim, sim, estamos.

- Então?

- É que, sei lá! Eu não sei como dizer isso mas, talvez você esteja precisando de ajuda.

- Ajuda? Que tipo de ajuda?

- Alguma ajuda, não sei. Talvez alguém mais experiente para conversar, contar o que está acontecendo.

- E o que está acontecendo?

- (gaguejando)... É...é... deixa pra lá. Eu não sei como explicar, acho que expressei-me mal.

- Você quer dizer que eu preciso procurar um profissional da psique? Um psicanalista, psicólogo... é isso?

- (Um pouco confuso)... É... é... talvez... quem sabe. Não significa que está com problema. É só uma conversa mesmo. Perguntar se é normal conversarmos com nós mesmos, se o silêncio pode ser ensurdecedor, sei lá.

- Mas eu não tenho nenhuma dúvida disso. Você deve está achando que sou esquizofrênico, que tenho algum tipo de problema mental não é?

- (desconsertado)... Não! Não é isso... não foi isso que eu quis dizer.

- Será que não?

- Não, não foi isso. Quando eu era mais novo a minha mãe me levou no consultório de um psicanalista amigo dela. E  não teve nada demais, ele me fez um monte de perguntas, me pediu para fechar os olhos e pensar um monte de coisas. Foi legal. Frequentei por um bom tempo. O nome dele era Dr. Freud.

- Obrigado pela preocupação e indicação mas, não preciso de analistas psicológicos.

- Tudo bem. Falo isso porque as vezes nós pensamos que está tudo bem com a gente mas na verdade não está.

- Você está insinuando que eu não estou bem?

- Não é isso. Quero dizer que as vezes é bom a gente saber das verdades escondidas em nós.

- E por que precisamos das outras pessoas para descobrir as nossas verdades?

- Na verdade eles nos ajudam a descobrirmos quem nós somos.

- É! Você descobriu?

- Sim!

- E quem é você?








sexta-feira, 3 de abril de 2015

"A VERDADEIRA FICÇÃO... A PROPAGANDA DA CONSUMAÇÃO".



O que é real? A ficção transcendeu a realidade. O que vemos, ouvimos, lemos, já não nos transmite as coisas como de fato aconteceu. Os jornais já não reportam a verdadeira reportagem, nem os meios diversos de comunicação não nos representam como indivíduos reais. Porque deveria? Estamos infestados de heróis sem coragem, de ídolos sem personalidade e de propagandas sem credibilidade. É o mercado? Dividimos o nosso precioso tempo com entretenimentos banais, que nos querem vender muito mais, com ofertas sensacionais e linguagens cada vez mais especiais. O capitalismo?

A nossa realidade passou a ser aquela que nos apresentam enfeitadamente. As ideologias se criam segundo pressupostos desconexos, no entanto, acreditamos que são os únicos que existem. Nos vendem carros modelos 2016 no começo de 2015, apresentam-nos celulares chamados de última geração, contendo os mesmos mecanismos dos que já possuímos (modelos mais novos), medicamentos que curam qualquer doença, eletros domésticos com programação obsoleta, nos oferecendo vendas à prazos surreais. O consumismo?

Quando iremos perceber que os produtos já não duram mais, que o que consome e como consome é o consumo que faz. Nos mostrando a todo instante que o modo que vivemos e os produtos que temos já são ultrapassados e inferior... apresentando-nos um mundo de maravilhas modernas e a felicidade como fruto de bens materiais. O público de masa virou massa de manobra, nos rotulam discretamente de alienados e idiotas e fazem com que nos sintamos incapazes... porque ainda não compramos aqueles produtos, porque não acompanhamos o "evoluído mundo", porque não nos tornamos bonecos iguais. A mídia?

As ideias já não batem mais com a realidade  vivida por nós, não podemos ser tão robotizados pelas informações e apresentações de aparelhos tão fugas. Nos transformam, nos enganam, fazem de nós bestas animais. Escrevo para não morrer de realidade, dessa realidade que me desfaz. Escrevo mesmo que não seja um escritor... mesmo que as palavras não se arrumem, jamais. Escrevo para não explodir, escrevo para não dar vazão a esse meu ser incapaz. Não posso entregar-me tão fácil assim a esses falsos ideais, nem acomodar-me diante desse mundo artificial, onde a ficção se tornou a realidade e a realidade passou a ser a dos meios de comunicação, banais.

Geferson P.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

CARTAS A UMA POETA



Linda flor, de traços fortes e sem pudor, que me encanta e  me fascina, linda menina, que bom que chegou. Em solos inférteis, regados a depressão, sob um eclipse solar tuas folhas vibram. Traços fortes na face do teu puro ser. Verdadeira poeta, em cada amanhecer o teu apreço por ela aflorou.

Infinitos são os teus dons, infinitas são as tuas visões de espíritos, de amor, de assombração. Ó minha doce menina, com quem tanto aprendo e dispretenciosa me ensina, sinto um imenso desejo de te amar. Já não importa os horrendos dias de tempestade que inundam o meu ser, pois em formas de fumegantes raios luminosos vens me tirar da escuridão.

Voluptuosamente acende a chama da razão, viajando por mares escuros ou por cavidades interplanetárias... Sua curiosidade resplandece nos teus olhos à brilhar. Os escritos espalhados em diversas partes, os registros de belas artes, onde nada nem ninguém os contestarão. Ó minha nobre poeta, se mergulhares no íntimo do teu ser, sem nenhuma pretensão em escrever, poesias desse universo atemporal vão brotar.

Incomodo para alguns, certezas para os demais, inspirações da vida que se refletem em rabiscos  nos cadernos materiais.  Minha querida poeta dos astros, com a sua luneta natural enxerga mundos distantes, onde habitam seres diferentes de nós. Onde o real e o místico se confundem, onde as matérias e os espíritos se fundem... criando uma galáxia de indivíduos normais.

Amar sem dosagens faz de ti um puro ser animal, desconhecendo os perigos da vida, embarcando nesse trem de partida para o seu tempo sem fim. As tatuagens do teu corpo é um rabisco de várias situações, porém, só criam marcas na matéria de um ser divino, onde por ironia do destino se aproximou de mim.

Não podes desistir minha poetiza preferida, para mim única tu és. mulher de múltipla beleza  e de sentimento viril.
Os rabiscos tem obrigação de serem juntados, para que não se percam em sacos e envelopes empoeirados e se dissipem em qualquer mausoléo. A poesia é um dom divino, o seu amor pelas palavras é natural. Não permita que se perca essas folhar escritas valiosas, por um desanimo a esse mundo pueril.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

REDUZIR O IRREDUZÍVEL!


A redução da Maior Idade Penal tem cor!
Essa discussão  que vem ganhando espaço notadamente nos veículos de comunicação nos últimos dias é bastante bastante complexa. Será? Acreditar que tal medida, sendo aprovada, trará algum benefício para a população, na verdade, é distanciar-se da história do país em que vive e negligenciar a realidade tal como de fato ela é. Porque? 
Se tivermos por um instante um lapso de lucides, veremos que esse desastrosa medida nada mais é do que a repetição da história de segregação, preconceito, discriminação e muita falta de bom senso. O grande X da questão não se trata de reduzir ou não a idade penal para aqueles que eventualmente cometem crimes mas sim, colocar atrás das grades (jaulas), aqueles que por séculos não foram assistidos pelo ESTADO, aqueles que sem igualdade de oportunidades, sem uma base educacional adequada e satisfatória se encontram à margem dessa hipócrita sociedade.  

Na verdade, é muito simples justificar os fins sem reparar os danos do início e não vivenciar os meios. Aprisiona esses delinquentes (pretinhos, pobres,favelados filhos de umas putas pretas pobres faveladas), até porque, não fará diferença para eles mesmo... é melhor está na cadeia do que está se proliferando, andando descalços, fumando CRACK por aí. É preferível gastar mais de R$ 1500,00 por mês com eles na cadeia, do que gastar alguns trocados para recupera-los.
estou utilizando palavras bem chulas... pois é assim que estou me sentindo, já que chulo pode ser considerado (como aquele que fala e age de maneira vulgar, aquele que é considerado ralé).
Como acontece sempre nesse nosso país de "ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO", quando existem assuntos relevantes e de impactos diretos para a população e que esses assuntos estão em evidência, como é o caso de (corrupção, ajuste fiscal, reforma política, queda de popularidade, aumentos exacerbados, manifestações, crise energética, crise hídrica, greves de diversos setores, divergências entre os aliados da base, inflação, baixo índice de investimentos e etc...etc... etc... e tals),,, de uma certa forma, como uma plausível jogada de MARKETING, tem que se chamar a atenção para outro assunto... como a (redução da maior idade penal, queda de avião na frança, atentados terrorista na Síria (na Síria), projeto de bomba atômica no Irã, telenovela (Babilônia), reality show (Big Brother) e etc... etc... etc... e tals). 

Que loucura é essa? Em que diabos de país estamos vivendo? Como podemos discutir redução da maior idade penal sem antes discutir a reformulação do ensino de base? ... pra começar. Como podemos discutir o encarceramento em massa de jovens sem antes discutir o que é necessário para que eles não sejam encarcerados? Como podemos colocar em pauta o assunto da redução da idade penal sem antes analisarmos a fundo o contraditório Estatuto da Criança e do Adolescente? Sinceramente, acho que estou tendo uma crise hemorrágica  de pensamentos. Estou mergulhado em devaneios de ideias. No entanto, existe algo a consolar-me. Talvez eu não tenha vida pra ver, mas, tenho certeza que acontecerá. Gostaria de estar vivo para vê o morro descendo para o asfalto e o asfalto se trancafiando em casa com medo do morro. Quando se tornar de fato insustentável esse sistema de caos ao qual estamos mergulhando deliberadamente. Quero ver, quando os condomínios, as grades, os muros, os carros blindados, as câmeras de segurança, a guarda patrimonial privada não der mais conta da inflamação desse câncer hegemônico que está sendo alimentado. O câncer está prestes a explodir e não há programa (mais médicos) vá dar jeito para estancar esse sangue.

Já que querem reduzir, que reduzam. Podem reduzir a maior idade penal para 16... Só não esqueçam de fechar as portas para não serem pegos de surpresa pelos de 14.

Geferson P.




domingo, 28 de julho de 2013

"O Papa é pop."

O Papa Francisco, "a cara do povo, a cara da igreja da nova era." Se a sua fidelidade for fidedigna ao nome que escolherá para a sua árdua missão, a Igreja Católica ganha uma nova roupagem carismática. "A cúria romana deve estar de cabelos em pé, podem até ter pensado em pop, mas não necessariamente um pop star." O grande distanciamento da igreja para com os seus fiéis (contribuintes), devido a sua linguagem não tão popular para a grande massa (o povo), estava criando um muro enorme entre a "plebe e o clero," desgarrando-se do teu vasto rebanho inúmeras ovelhas. Realmente estava mais que na hora de entrar em ação o São Francisco de Assis do sec... XXI


Não pretendo de maneira nenhuma falar aqui de crença religiosa; "cada qual com a sua fé... cada qual com a sua instituição." Gostaria de falar dos fiéis, dos (peregrinos), andarilhos que mais se locomoveram com a fé. Por alguns instantes se esqueceram, dessa, que a cada dia torna-se uma desgostosa vida; alimentados por um sopro de esperança, entregam as suas vidas... em nome de (Javé). "Os holofotes que andavam meio ofuscados, onde já não alumiavam tanto as sagradas escrituras, de repente ganham um brilho; um brilho de esperança." A simpatia de um líder carismático, fez com que milhares de corações se deslocassem separadamente, para no fim se unirem... se fundirem em um só e com um único objetivo, o de promover a paz, justiça e união.


 Faz-me recordar das cruzadas (Guerras Santas) promovidas no sec...XII "para conquistar as chamadas terras santas." Onde milhares de peregrinos (Fies), saiam em marcha, acreditando por sua vez que estavam se redimindo de algum pecado... ou pagando uma promessa. Com armas em punho expulsavam os povos pertencentes as terras, causando mortes e destruição. Não querendo ser cético, mas, fazendo uma grotesca comparação da JMJ e as Cruzadas do passado, me permite fazer uma relevante observação; os (Fiés... Soldados de Cristo... Peregrinos) que outrora lutavam nas cruzadas, geralmente conseguiam conquistar as terras; mesmo que com equivocados ideais e meios não tão cristãs assim. Espero, com o resquício de otimismo que ainda me resta, que os (Fiéis... Soldados de Cristo... Peregrinos) da JMJ, transformem as antigas terras devastadas em corações fecundos... as armas antes usadas, em proclamação do evangelho tal como ele é... e que os atos pecaminosos que tiraram a vida de milhares de pessoas inocentes, sejam transformados no exercício da prática do Cristianismo... tal qual ele também é.


As religiões ou a ausência delas, é uma das mais importantes bases para a formação de qualquer ser humano: de qualquer individuo. Seja ele crente ou ateu, católico ou protestante, espirita ou do candomblé.

Fundamentados em tais doutrinas é que nos formamos atores sociais. O que me impressiona é a diversidade de crenças; e a não coletiva fé. Não posso ser tão incrédulo assim, ao ponto de achar que "o coro de três milhões de pessoas clamando por igualdade para todos , amor ao próximo e solidariedade aos mais necessitados seja mais um hino de boas vindas ao novo Papa. Espero sim, mesmo com o meu pessimismo em alta, que esse grito de milhares de vozes ecoem  e ultrapassem, transcendam os nossos egoísmos, as nossas invejas... as nossas mazelas interiores. Espero que ao menos cada um que participou desse encontro de corações, possam voltar para as suas casas um pouco, só um pouquinho diferentes do que quando chegaram.

Afinal de contas, de uma coisa todos nós temos que concordar. Que os diálogos e pregações que o Papa Francisco proferiu, "são os velhos mandamentos deixados por cristo como a chave para a nossa salvação."

O grande problema é que, ler a Bíblia e decorar frases de efeito, são muito mais fáceis do que por em prática os ensinamentos cristãos. A pratica é amiga inseparável da teoria. Falar de Cristo para muitos sempre foi uma tarefa fácil; renunciar à si mesmo para ser o próprio Cristo é onde complica; e disso, aqui pra nós... eu já sabia.