domingo, 12 de abril de 2015

"UM VÔMITO MARGINAL"




Marginalizar o que por si só marginaliza-se. Como pode? Como expurgar o câncer que há em mim? Como transcrever o chicote que me mutila todos os dias... uff. Difícil.
Marginal não é aquele que está à margem. "Marginal é aquele que não marginaliza-se"; marginal é aquele que se coloca como margem, é aquele que não se coloca em meio... e o que está ao seu redor passa a não ser a sua vida, mas sim, simplesmente o que está a sua volta
Todos os dias quando acordo deixando(Renato Russo-Legião Urbana) um pouco de lado, me deparo com uma sensação não tão aceitável. Dou de cara com uma angústia que me atormenta, e olha que me atormenta pra caramba! Não é que eu seja um ser depressivo, melancólico, deprimido ou qualquer tipo de adjetivo que lhe convir atribuir-me.
Se trata simplesmente, de um olhar de ti para os outros e dos outros para ti. Costumo dizer, para talvez encurtar o discurso, já que discursar é o que de fato nós só o fazemos, que poderíamos partir do seguinte princípio: existem três perguntas fundamentais e universais que todos, de fato todos, os seres ditos humanos compartilham independente das suas vontades. Essas três perguntas é a única coisa que nos torna iguais. Iguais não no sentido literal da palavra, iguais no sentido de que somos compostos dos mesmos elementos que compõem e constroem, decompõem e destroem, tudo o que de fato existe. De onde nós viemos? Ta bom, tudo bem, vamos considerar que existem várias teorias sobre essa questão, o bom de falar em questão é que o X da questão encontra-se sobre os fundamentos de várias teorias, de seres que vieram do mesmo lugar. Que verdades são essas? Absolutas? Que (DEUSES) são esses? Talvez, no fundo no fundo, seja essa falta de respostas interiormente inquietante é que mova toda essa engrenagem que denominamos humanidade. Quem delegou tal poder a um igual, para tornar desigual o seu semelhante? O que te torna Diferente dos demais indivíduos existentes? Por mais aguçada que seja a sua intelectualidade, existem questões que, se formos ligeiramente sensatos, chegaremos a um acordo que de fato, não temos respostas concretas para responde-las.
Quem somos nós? Respondam como quiserem! Cada um que fale de si... porém, é nós.
Os indivíduos habituaram-se a ilusória consciência de que possui direito sobre o outro, como se o outro não fosse indivíduo e sim, outro tipo de ser: outra espécie. Enfim. Ai se torna romantismo! Deixo esse ofício para os grandes romancistas.
A pergunta que não que calar é: Como eles conseguiram aprisionar tantas pessoas sem grades? Como eles mantem esse sistema de "exorcismo da natureza humana"? Cerceando instintos, Condenando à solitária os primitivos sentimentos do ser; apenas do ser, não ouso o definir.
Utopia? De fato a utopia hoje pairou no ar; "contaminou."
Mas afinal o que seria do ser sem as suas utopias? Cada vez mais acredito na frase em que diz: "As palavras, comovem... e os exemplos, arrastam." 
Para onde nós vamos? Não sei! Com certeza Iremos para um bom lugar, o inferno é sempre para os outros. O ser "humano" é tão genial, que criou imagens e/ou gravuras para representar o iluminado e o sombrio dele mesmo; céu, inferno, deuses e demônios. 
Radicalismo? Idealismo? Fundamentalismo? Como quiser. Gosto do pessimismo. O otimismo, pra quem quiser. 
enfim... 
"O grande barato é tentar conviver conformadamente com a ideia de que existem homens superiores e homens inferiores; sem se quer questionar o que ou quem lhe conferiu tal superioridade.
Há! sei lá! Essa porra me consome até o fim, nesse momento a minha coroa está orando por mim. É assim? demorou! Já é! Roubaram a minha alma, mais não levaram a minha fé. Fé! Rs.
Geferson P.

sábado, 11 de abril de 2015

"NADA PARA ESCREVER".



Com o corpo cansado e a mente latente, não penso em nada para escrever.
O pensar em nada já me basta, pois as próximas linhas surgirão do nada que nascer.
Como assim não penso em nada para escrever?
Que besteira. O intelecto humano é um sábio que não para de trabalhar.
Mesmo divagando nas informações, jamais reprime o seu desejo de criar.

Escrever é uma arte a qual eu não tenho intimidade. Junto palavras simples conexas sem nenhuma conexão. Na tentativa de escrever para os outros, sem ao menos preocupar-me com a real ideia... acabo entrando em contradição.
Escrever! Escrevo o que eu quiser. Sem muito bla, bla, bla, sem muito mi, mi, mi. Se penso, logo escrevo. Escrevo e pronto!
Porque que tem que formar frases longas e de efeito? Por que que tem que ser segundo a NORMA CULTA DA LÍNGUA um escritor perfeito? A norma culta pode ser da língua, mas, a escrita tem que ser do sujeito.

Liberdade para transcrever o que quer, do jeito que souber, é indispensável para qualquer ser.
A opressão da normatividade do indivíduo os torna vulneráveis. Não podemos errar um acento, uma virgula, nenhuma letra pode estar fora do lugar. Já que os donos do saber logo iram taxar-nos de ignorantes, incapazes. Isso tudo não passa de preciosismo furreca de um grupo de "consideráveis leitores" metidos a bestas. Pseudo-intelectuais.
Descartam os escritos daqueles que não tiveram a oportunidade de "serem ensinados" (ENTRE ASPAS), para fecharem-se no seu mundinho medíocre, de repetirem demasiadamente o que sempre disseram, os afirmando como  os discursos ideais.

Para quem disse que não tinha nada para escrever, até que escrevi bastante. Como é gostoso escrever o que está pensando sem se preocupar com o que os outros estão achando. Falo do que eu quiser, goste quem gostar... e não vou corrigir. Na minha opinião está super correto, pontos e vírgulas não mudam a minha opinião. Foda-se, se os pingos estão fora dos ii. Se o acento circunflexo não está flexionando o verbo que adjetiva o provérbio substanciando o artigo que é extremamente agudo e não deixa de lado a crase mesmo de olho no pronome independente se ele é oblíquo não me venha com reticências porque o seu til ultimamente está uma barra porque não se pode usar colchetes nesse  ponto parágrafo.
É isso! Não consigo pensar em nada para escrever.

Geferson P.





sexta-feira, 10 de abril de 2015

O QUÂO PEQUENOS SOMOS.




Gostaria que todos pudessem enxergar a terra do alto, de fora dela. Para percebemos o quanto somos insignificantes diante do tamanho do universo. A proporção do tamanho, é relativo a distância que você está do objeto. Um elefante para tirar uma pequena pedra que está no seu caminho só basta um sopro, para nós, pode ser removida com o simples gesto de chutá-la, já a formiga não pode dizer o mesmo, pois o que está à sua frente é uma montanha irremovível. Usei esse chulo exemplo para que possamos ter a dimensão do quão pequenos nós somos.

Se os pássaros que alçam voos altíssimos pudessem descrever-nos, diriam que todos nós somos do tamanho deles... e que a única diferença é que ele só voa e nós só andamos.  Ele também diria que para ele era difícil entender como conseguimos nos movimentar, em meio a uma multidão de pássaros andantes, já que na sua cidade tem espaço de sobra. A única coisa que às vezes o incomoda são os enormes pássaros de metal quando passam... são muito barulhentos. Usei esse chulo exemplo para que possamos ter a dimensão do quão pequenos somos.

O nosso Super Ego, de mãos dadas com o nosso Alter Ego, não nos permite que percebamos a nossa pequenez, nos transformando nos "Super-Homens". Que pena. Uma pena porque, se nós reconhecêssemos  o nosso pequeno estado, valorizaríamos o grande feito. Nós somos tão fortes, que perdemos tudo com uma rajada de vento. Nós somos tão fortes, que tudo é completamente arrastado com uma grande onda. Nós somos tão fortes, que tudo desaba quando as placas deslocam-se centímetros do lugar. "Nós somos tão grandes", que não conseguimos nos enxergar. Usei esse chulo exemplo para que possamos ter a dimensão do quão pequenos somos.

Somos tão poderosos, que o sol não pode, em hipótese alguma, mover-se de lugar. Fiquem tranquilos, não falarei dos meteoros, muito menos dos asteroides. Se supõem que exterminaram os dinossauros... vou deixa-los imaginando o que seria de nós? Olhei do alto e vi um carnaval de pequeninos animais, andando de um lado para o outro em meio a uma selva de pedra, lugar que a natureza não cabe mais. Casas, prédios, templos, automóveis, asfaltos, arranha-céu. Tudo isso mostra o tamanho da nossa pequena grandeza, tudo isso mostra o quanto a nossa grandeza é pequena. Usei esse chulo exemplo para que possamos ter a dimensão do quão pequenos somos.

Observamos a imensidão da areia, sem perceber que é o resultado do aglomerado de pequeninos grãos. Olhamos para imensidão do mar, e não nos damos conta do conjunto de microscópicas partículas aquáticas. Olhamos para nós mesmos e nos enxergamos seres superiores, racionais. Rs... Somos tolos! Não passamos de uma orquestra d'água, regidos por uma partitura de células funcionais.

Geferson P.



quinta-feira, 9 de abril de 2015

SE.



Se é o meu sonho que vocês querem. Estou aqui! Venham pegar.
Se é um sorriso sincero que vocês esperam. Tudo bem! Mas não vão encontrar.
Se desejam a verdade... a minha verdade. É uma pena! Não vou falar.
Se querem saber o que eu penso. Escutem! Não leiam o que escrevo... ultimamente só faço delirar.
Se acredito no amor? Não! A hipocrisia divorciou-se de mim... acabou de me deixar.
Se a solidão é triste? Sim! Para quem se entristece logo após ao acordar.

Se a dor é real? Não sei! A realidade não costuma doer... se de fato for real.
Se o destino existe? Talvez! Predestinados todos nós já nascemos... mesmo que num mundo surreal.
Se o mundo é um bom lugar? Sim! Infelizmente o estragamos... ao tentar habitar.
Se existe vida fora da terra? Mas é claro! Quem somos nós... para sozinhos desse universo se apossar?
Se o homem é um ser inteligente? Não creio! Não seria inteligencia... construir bombas para se matar.

Se a morte é o fim? Quem saberá? O início nem sempre é o começo... o final, pode servir para transformar.
Se a felicidade é estar sempre sorrindo? Um! Cuidado. A alegria nem sempre pode-se enganar.
Se a amizade é algo que se constrói? Concordo! Não construímos colunas com o intuito de desabar.
Se com o dinheiro se compra de tudo? Melhor não responder! Só se compra o que está à venda. Não coloquei em mim etiqueta de preço... só não posso responder por você.

Geferson P.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

MAR PROFUNDO.


Numa noite escura e em completa solidão, arrepia-me o corpo, sigo sentindo freneticamente a pulsação. Me perco num mar de sonhos solitários, mergulhando no abismo infinito que sufoca o ar dos meus pulmões.
Uma vastidão de criaturas reluzentes encontro em meio ao negro profundo.
Num caminho sem volta, perdido no afogante labirinto espero o meu último suspiro, desse corpo, que submerge em meio as negras devastações.

Sinto o frio percorrer por toda minh'alma, experimento estranhas sensações ao qual jamais ousaria imaginar sentir... Uma forte correnteza, carregando consigo as lagrimas da minha tristeza, não permite-me voltar.
Cada vez mais fundo, ao norte, único trajeto, sem perspectiva de encontrar uma saída, sei que nesse mar profundo jamais me encontrarão...Não relutarei para voltar, não tentarei mudar o destino, mesmo sabendo que posso  arrepender-me amargamente...
Não implorarei para que encontrem-me, não tenho força contra esse implacável mar.

Prometo que um dia ressurgirei, da cabeça aos pés encharcado, porém, jamais me sacarei...
Não permitirei que escorram as gotas d'água do meu corpo, não poderia deixar de transpirar...
No pacífico oceano, indico velejar. No atlântico azul, o ártico lá está.
O meu corpo vagueia, tendo como guia o cruzeiro do sul.
Ofuscado ás vezes pelas luzes dos faróis nos portos mil.
Pescadores ao longe jogam suas redes de arrasto, a espera de um cardume ao puxar.
Se espantam com o tamanho dos navios, que como um titanic faz meu corpo afundar.

Geferson P.  

terça-feira, 7 de abril de 2015

"PERGUNTAS SEM RESPOSTAS"



De onde viemos? Quem somos nós? Para onde vamos?
Há se eu soubesse! O que me conforta é que nem os "seres mais excepcionais" desvendaram esse mistérios. Do que mais precisamos, para entendermos que a única coisa que temos somos nós mesmos. A passagem é breve meus caros... as sincronizadas batidas do nosso coração tem um limite para cessarem. Não irei recorrer a respostas filosóficas para tentar explicar o que é tão fácil  e totalmente explicável. Surgimos aqui! Não importa como. Surgimos. Surgimos qui! Desenvolvemos aqui! Morreremos aqui! Quanta bobagem, quanto egoísmo da nossa parte. Somos espírito. Somos animais. Somos animais espiritualizados ou espiritualizados animais... e daí? Não importa!

Brigamos por terra, brigamos por comida, brigamos por água, brigamos por dinheiro, brigamos por religião, brigamos por pensarmos diferente, brigamos por sermos iguais, brigamos até por time de futebol, brigamos por nos acharmos melhor, brigamos... apenas brigamos. Deus, se é que ele existe... como poderíamos crer que somos seus filhos?  Que contradição. Se eu tivesse o poder de criar seres humanos para habitar o meu mundo, não criaria-os para destruí-lo. Se tivesse o poder de fazê-los a minha imagem e semelhança, o lugar ao qual eles se instalassem seria um ambiente de paz, amor, prosperidade e de pura harmonia. Um mundo utópico? Talvez.

Perdemos tanto tempo em um espaço de tempo tão curto. Ultimamente aprendi criticamente a comparar, e num emaranhado de comparações, comparei o mundo com uma criança, um bebe, um recém-nascido. Imaginei uma criança logo quando acabara de sair do ventre protetor da sua genitora... "uma criança virgem dos sentidos exteriores (mundanos)". Naquele instante ela passa a fazer parte de um outro universo exterior (a vida como ela é), e então começa a aprender novas formas, novos gestos, novos sons, novos métodos e novas manias. É claro que não sou um médico pediatra, nem um especialista em psicologia infantil, apenas quero chamar a atenção para o simples fato: se a criança torna-se adulta por conta das influências que recebe... temos que nos perguntar urgentemente quais as influências que outrora recebemos, para  nos tornarmos os adultos desequilibrados que hoje somos?

Procriamos demasiadamente como ratos, sedentos por prazer. Desejamos o melhor para os nossos filhos e nos esquecemos que o amanhã está prestes a não ter água pra beber. Criamos o hábito de pensarmos exageradamente no futuro, deixando o presente a merce. Qual é a real herança que as crianças crescidas vão herdar? O mundo está tornando-se inabitável porém, ele sempre existirá. O que ainda falta para percebermos que o tempo está de pressa a passar? E que o que chamamos de vida é só uma fração de segundos, diante da eternidade que está a nos aguardar. Esse indecifrável sopro que impulsiona a vida parece não fazer mais sentido. Como gados conduzidos para o abatedouro caminhamos todos, por esse vasto trajeto de martírio indolor. Com alegorias coloridas pelo caminho, no intuito de distraí-los durante a caminhada para esquecerdes o momento de terror.

Alguns dizem que o universo conspira ao nosso favor, ao menos uma coisa a nosso favor tem que conspirar. Que bom que o conspirador é o universo, pois na sua perfeição podemos nos inspirar.
Outros dizem que a vida é bela, talvez seja na hora da novela, que eles tendem a exclamar. Bela a vida pode até ser, o problema é que não a vemos passar. Cético? Será?                                                
Gritamos por liberdade como se ela estivesse não dentro de nós mas, em outro lugar. Clamamos por justiça como se os outros tivessem a obrigação de exerce-la, para que nós não tenhamos que nos culpar. Sonhamos todos com a paz, como se os sonhos se tornassem realidade, todas as vezes que acabamos de acordar.

Geferson P.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

QUEM? QUEM? QUEM?


Quem vai ligar? "Um corpo qualquer estirado no chão", um tiro de fuzil, pistola, bala de borracha, canhão. Quem vai ligar? Mais um negrinho, um molequinho, um estudante, uma dona de casa, um senhor, um vapor. Quem vai ligar? Pra seu Zé, dona Maria, seu Joaquim, pra Miguel, pra Amarildo, pra Claudia e pra seu Manoel? Quem vai ligar? Pra bala perdida, tiroteio entre marginais e polícia, invasão de comunidades, abusos de autoridades, bárbaras execuções, pra casas invadidas sem mandado de buscas e apreensões? Quem vai ligar? Pro toque de recolher, Pra crianças correndo nas ruas, pro terror nas comunidades, para as estreitas vielas das maldades, pro sobe e desce do morro, pra agonia do povo, pro seu grito de socorro?

Quem irá nos proteger? Tu, nós, eu e você? Quem irá nos proteger? Os programas sociais, as cotas raciais, as reportagens banais, a política, a justiça, os tribunais? Quem irá nos proteger? Dos ajustes fiscais, dos aumentos surreais, da escassez dos reservatórios, dos desvios de verbas, da desigualdade social, do preconceito, do capitalismo vorás, do totalitarismo burgues, da cultura ocidental, da globalização e dos tormentos que ainda está pra acontecer?

Quem poderá resistir? A essa selva de pedra, a essa vida perversa, a esse ar poluído, a esses rios impuros, a esse trânsito caótico? Quem irá resistir? A essa vida banal, a esse trabalho brutal, a esse cotidiano medíocre, a esses ídolos insignificantes, a esses falsos representantes, a essa banalidade da vida? Quem irá resistir? A esse filme real de terror, a esses gritos de socorro, a esse silêncio desesperador, a essas ideias prontas, a essa desvalorização das amizades, a esses amores que deixaram de existir?

O que podemos fazer? Para aliviar a dor, para que possamos sorrir, para não julgar os outros, para descobrir o real valor,  para sermos quem de fato somos, para realizar os sonhos, para reaprendermos a amar? O que podemos fazer? Para curar as feridas, para resgatar as almas perdidas, para mantermos os animais nas florestas, para que um sorriso seja motivo de uma festa, para brincarmos feito crianças, para vivermos em paz? O que podemos fazer? Para tirar o peso da consciência, para aproveitarmos a juventude, aproveitarmos a mocidade, aproveitarmos a velhice, para tornarmo-nos inocentes, para sermos prudentes, para não nos enganarmos mais, para podermos viver?

Quem pode nos salvar? Jesus, Buda, Muhammad, Oxalá, São jorge, os Monges, o Islã, o orixá?
Quem poderá nos salvar? Brasília, os partidos políticos, a teologia da prosperidade, o dízimo, ir ao padre confessar?
Quem poderá nos salvar?  As redes sociais, os iphones atuais, o aumento do salário, o crédito bancário, o seu nome nas revistas e jornais.
Quem poderá nos salvar? O noticiário da tv, seu carro importado, as polegadas do seu aparelho televisor, o seu poder aquisitivo, "o quanto você paga pelo amor", o seu sapato novo, a sua bolsa da moda, o seu mais novo computador?
Quem poderá nos salvar? Eu, tu, ele? Nós, vós, eles? 
Quem poderá nos salvar? A sua maquiagem, os mls do seu silicone, a sua falsa identidade ou o caixão que na sua morte levará?

Geferson P.